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O que podemos aprender com as Parisienses?

Resolvi compartilhar com vocês um livro apaixonante que ganhei no Natal e que agora está virando um “frisson” entre as mulheres que curtem moda e querem aprimorar seu estilo pessoal.

Delicioso de ler e cheio de fotos inspiradoras, foi escrito pela ex-modelo e um dos maiores símbolos do chic parisiense Ines de la Fressange, ícone de elegância e rosto exclusivo de Chanel na década de 80, designer de sua própria marca e hoje aos 54 anos continua sendo presença obrigatória nos eventos de moda mais badalados da cidade.

O livro A Parisiense reúne dicas de moda, estilo e beleza, além dos endereços mais charmosos de ParisInés de la Fressange ensina o segredo do sucesso do estilo e elegância das parisienses: sentir-se segura com a roupa que veste, descombinar o óbvio, ousar sem medo, misturar o chic e o cheap  para replicar o jeito despretensioso – e ao mesmo tempo impecável – de se vestir, comportar e viver das mulheres da capital francesa.

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Você não precisa nascer em Paris para ter o estilo da parisiense. Eu sou o melhor exemplo disso: nasci em Saint-Tropez! Ter um estilo “made in Paris” é mais um estado de espírito. Ser alternativa e nunca burguesa, por exemplo. A parisiense jamais cai na armadilha das tendências: ela respira o l’air des temps e as usa com critério, eis sua receita secreta! E sempre tem um objetivo: divertir-se com a moda. Ela segue algumas regras, mas adora transgredi-las também, faz parte do estilo.

Ines de la Fressange

Dicas preciosas de Inés de la Fressange:

Fuja dos conjuntos

Esqueça o total-look: é preciso mis-tu-rar! Saber mesclar estilos e marcas diferentes é essencial. Rimar chique com cheap conta 100 pontos no jogo “Vestindo-se à la Parisienne”.

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Vive la Rive Gauche!

Ela passeia em Saint-Germain-des-Prés e foge de tudo que é exagerado e chamativo. Não ter cara de perua é a ideia. Detesta brilhos e etiquetas. Ela não vai gastar muito para deixar uma etiqueta à mostra. Quer ficar elegante, e exige qualidade. Seu luxo? Uma marca que garanta o bom gosto sem ostentar o preço.

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Modelo Nine d´Urso, filha de Ines de la Fressange e que ilustrou as fotos de moda do livro

Fotógrafo: Benoît Peverelli

Ela brinca de procurar

A parisiense adora descobrir novas grifes. Principalmente se forem criativas e acessíveis. Ela fica mais orgulhosa com uma descoberta no supermercado da esquina do que por ser a primeira a possuir o último modelo de “it bag”, carérrimo, sobretudo se é vendido em lista de espera (que vulgar!). Seu guarda-roupa é habilmente composto de “coisas baratinhas”, de roupas compradas em viagens e de algumas peças luxuosas. Assim, quando usa um jeans, nunca sabemos se é Gap, Notify, H&M ou Hermès! Ela não faz o gênero de torrar todo o seu salário num must-have. Primeiro porque não tem dinheiro, e depois porque considera que tem tanto talento quanto uma estilista: por que pagar caro por uma produção que ela mesma poderia ter imaginado?

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Use o que lhe cai bem

Você nunca vai ouvir uma parisiense se queixar de que a saia está muito curta, o vestido muito apertado e os sapatos muito altos. Todas as garotas que entendem de estilo chegam à mesma conclusão: “O segredo de um bom estilo é sentir-se bem dentro da roupa.” Elas conhecem o próprio corpo, sabem o que lhes fica bem e o que combina com o seu modo de vida.

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Ela não tem ídolos

A parisiense não tem ídolos. Ela já é um ícone da moda. Mas, no íntimo, admira Jane Birkin e Charlotte Gainsbourg, que conseguem ter sempre um ar descolado e cobiçado (suéter de cashmere cinza + jeans+ tênis All Star ou botas vintage). E acha o máximo o visual de uma amiga que tem um estilo todo pessoal e consegue conservá-lo estando sempre moderna e chegando a uma certain âge com sabedoria. Seu ídolo na moda pode não ser uma figura conhecida do público. Quanto mais desconhecida, maior a chance de lhe agradar. Como os estilistas, ela se inspira na moda da rua.

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Ela desconfia do bom gosto

Quem ousaria pensar que o azul-marinho e o preto fosse uma combinação perfeita? Antes de Yves Saint Laurent, ninguém. Hoje, esta dupla destoante faz bonito em noites elegantes. É preciso saber tomar liberdades com as afirmações categóricas da moda. Algumas regras foram feitas para ser quebradas. Inclusive as deste guia, claro! Você gosta de vestidos laranja com sapatos amarelos? Vá em frente, vai chegar um dia em que vão querer copiá-la!

A Parisiense 21 - blog penelopeestilosa-paris-street-styleAnna Dello Russo, sabe como ninguem quebrar as regras e lançar tendências

Personal stylist

Não é fácil resistir ao canto da sereia da moda. No entanto, toda parisiense aprende uma lição: se não se deixar inebriar pela abundância de opções, irá manter seu armário livre das peças que jamais irá usar.

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Como não se tornar vítima da moda?

Antes, refletir

Sempre se pergunte: “Se eu comprar essa roupa, será que vou ter vontade de vesti-la hoje à noite?” Se a resposta for “não”, “vou vestir em casa”, ou ainda “nunca se sabe, pode ser que numa festa”, é melhor se mandar rapidinho da loja.

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Escutar as vendedoras

Tudo bem, algumas delas estão apenas de olho na comissão, mas supostamente conhecem toda a coleção e saberão encontrar a peça que vai ficar bem em você… Em compensação, fuja daquela que lhe disser: “É a grande tendência da estação!” A parisiense detesta comprar o que todo mundo está usando. Ela é mais atenta ao que lhe fica bem do que à moda — que, aliás finge ignorar (ver ponto seguinte).

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Assimilar as tendências

Seguir as tendências é tudo o que a parisiense detesta, mas ela deve saber o que é in. O negócio é não entrar nas ondas de cabeça. Por exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende, ela não vai se vestir no estilo “fugi do zoológico”. Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que ela é uma mulher de estilo, não uma maria vai com as outras.

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“Não comprar obras de arte”

Às vezes a gente compra uma roupa pensando: “É uma graça, é uma peça linda!” Adoramos aquilo, as cores vivas, os detalhes divertidos. Gostamos da peça em si, sem relacioná-la ao nosso estilo, à nossa silhueta. Ora, é preciso sempre imaginar como aquilo se integraria ao nosso guarda- -roupa. E não pensar que uma peça bem-apresentada na loja, com a luz perfeita, será sempre uma boa compra.

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Dividir seu orçamento em dois

De um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). Mesmo com um orçamento médio, há mil maneiras de compor um visual simpático. Afinal, não precisamos de muita coisa. É melhor ter poucos suéteres, paletós, mantôs, mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso saber eliminar. A mentalidade “isso eu guardo para quando for pintar a casa” também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial. Uma coisa é certa: a melhor forma de começar bem o dia é abrir um armário com poucas peças, mas bem-organizado.

A verdadeira parisiense não se envergonha de usar roupas sem etiquetas e não gosta de gastar seu dinheiro com produtos caros, ou it-bags que são apenas vendidas com list de chamada, ela se envergonha desse tipo de atitude. A verdadeira parisiense usa roupas de magazine, e você, ao vê-la, não saberá se ela está usando marcas ou simplesmente roupas achadas no fundo do guarda-roupa. Valorizar o que tem de melhor, mesclando suas peças clássicas, únicas- descombinando-as sempre! Essa é a grande charada.

Descombine!

“Nada de usar tudo combinadinho!” é o grito de guerra da parisiense. Descombinar e não ser elementar é seu esporte preferido. Acrescentar dois ou três detalhes um pouquinho absurdos pode transformar uma produção, dando-lhe um ar ligeiramente maluco. É claro que misturar às vezes é arriscado. Um erro fashion pode acontecer, mas a parisiense sempre dá um jeito de transformar sua gafe em estilo.

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Às vezes é preciso pouco para se conseguir um verdadeiro estilo. Pré-requisito? Ter autoconfiança… e sorrir (tudo sempre fica melhor quando sorrimos)!

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FONTELivro: A Parisiense de Inés de la Fressange, Veja Rio,

FOTOS: Style and the City.com 

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